FuturoLab conecta jovens engenheiros a desafios reais

Parceria entre Crea-SP e INTELI revoluciona a formação dos jovens profissionais com propósito e impacto social

Em um cenário de queda nas matrículas na Engenharia em contrapartida à crescente demanda por profissionais qualificados, o FuturoLab surge como uma resposta inovadora ao aproximar os estudantes dos problemas concretos da Engenharia. Na prática, a iniciativa do Crea-SP em parceria com o Instituto de Tecnologia e Liderança (INTELI) transforma a sala de aula em um espaço de experimentação prática, despertando propósitos e múltiplas possibilidades.

A Engenharia brasileira enfrenta um momento decisivo, enquanto o país se prepara para grandes investimentos em infraestrutura, habitação e transição energética, o número de novos engenheiros não acompanha essa demanda. Afinal, desde 2015, os cursos da área registram uma queda contínua nas matrículas e, em 2023, atingiram o menor patamar em mais de uma década. Com apenas 35 de cada 100 estudantes concluindo a graduação, o que reforça a urgência de atualizar metodologias e aproximar a formação dos profissionais das expectativas e prioridades das novas gerações.

Foi nesse cenário que surgiu o FuturoLab, uma parceria inédita entre o Crea-SP e o INTELI. Ele rompe com a lógica tradicional das aulas expositivas ao colocar os alunos diante de desafios reais logo no início da graduação. Na edição realizada com o Conselho, os estudantes trabalharam com um conjunto não identificado de mais de 10 milhões de Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e desenvolveram um protótipo de modelo preditivo para apoiar a fiscalização.

Para o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese: “buscamos não só elevar o número de formandos, mas preparar profissionais capazes de resolver problemas reais e sustentar os programas estruturantes do Brasil”. Já a presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, complementa e fala da aproximação com os estudantes, “a iniciativa mostra aos jovens, de forma latente, por que a Engenharia importa”.

A metodologia aplicada pelo projeto segue o modelo de Problem-Based Learning (PBL), que integra teoria e prática em ciclos trimestrais orientados por projetos reais. Assim, e de acordo com professores e gestores, o aprendizado ganha significado quando os alunos compreendem o papel das ARTs, a rotina dos agentes fiscais e os riscos de atividades conduzidas por profissionais não habilitados. Essa vivência revelou aos estudantes que a Engenharia envolve responsabilidade, rigor e impacto social direto, transformando obstáculos em soluções e aproximando-os do propósito da profissão.

Ao final das dez semanas, os alunos entregaram um protótipo funcional capaz de identificar padrões suspeitos em ARTs. Mais do que o resultado técnico, o valor está no processo formativo, que une rigor acadêmico, responsabilidade social e conexão com a vivência de problemas reais.

Leia a matéria completa na página 20 da 18ª edição da  Revista do CREA São Paulo!

Fonte: creasp.org.br
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